terça-feira, 6 de abril de 2010

Adrenalina.

No ponto mais alto dessa cidade deserta eu escaleiSó para abrir os braços e sentir o vento me diluirAinda respiro, ainda grito, eu ainda não puleiNão há o que temer quando a vida é o caminho para a morteAdrenalina, quero sentir medo, quero sentir seu terrorQuero queimar na sua febre mais fervorosaAdrenalina, quero tirar essa pele que me separa de vocêQuero ser o sangue a ferver na sua veia mais finaRespirar, é só isso que precisamos, respirar...Uma dose a mais, só para desligar o laço que me prende a realidade conscienteOnde estão as palavras sagradas que iria me libertar do inferno?Pois eu já estou nele e não somos mais o centro do universoEstamos caindo em uma espiral infinita, rodando, rodando, rodando para baixo...Mas você mora no mesmo inferno que euBasta ter você e todo inferno se transforma em paraíso
Você é uma dose de metanfetamina misturada nas minhas artériasNão há vontade de resistência, estou em minha redenção celestialBuscando sentidos, buscando caminhos, buscando preencher os vaziosAdrenalina, só preciso de mais um pouco para dormirQuero ser o seu pesadelo mais pesado e escuro essa noiteAdrenalina, só preciso de mais um pouco para desmaiarQuero ser o disparar do seu coração mais próximo da morteMe dilua na sua agulha para se enlouquecer de mim...

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